SUPORTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO
Consiste
em darmos condições a que a empresa funcione dentro da sua normalidade.
Pensando assim parece que tudo está funcionando com tranqüilidade, mas, nem
sempre as coisas são assim.
Quero
lembrar a todos que um gerente é como um piloto de fórmula 1. Ele é quem pilota
a máquina, mas, não é ele que regula o motor, que monta as peças, que
lubrifica, que cuida da parte estratégica. É uma equipe que está nos bastidores
que dá ao gerente condições dele fazer uma boa corrida. Aqui pra nós o carro é
a empresa e o gerente o piloto. Esta comparação serve pra representar qual é a
nossa verdadeira função e o principal motivador do nosso trabalho: Dar suporte,
atenção, ferramentas, logística, orientação, sustentação, metodologias,
treinamento, produtos e suprimentos,
avaliação e boas condições de trabalho a todos na loja.
Lembrando
que estamos em uma acirrada corrida e que nosso carro precisa estar em boas
condições de competição todos os dias. Caso alguma coisa não saia dentro da
conformidade o carro e o piloto se sujeitam a ter que se submeter a situações
de estresse. E o que queremos é dar boas condições de tráfego pra loja e pro
gerente.
Pensando
assim, vamos detalhar alguns critérios que são relevantes a que possamos
definir algumas prioridades estratégicas dentro deste suporte técnico:
O Primeiro deles é que pra se ter suporte
técnico é preciso que este suporte tenha realmente técnicos em boas condições de trabalho. Um técnico é alguém com experiência
naquilo que está fazendo. É ele que decide as estratégias da corrida. Planeja
ações, verifica os procedimentos, dá suporte em casos de necessidade e avalia
os resultados obtidos dentro do planejamento feito. Quando digo técnicos em boas condições de
trabalho, estou querendo dizer que a pessoa que está neste lugar tem que ter
consciência de que ela também é responsável caso alguma coisa saia “fora” do
planejado. Simplesmente jogar a culpa no piloto se o carro está sem a regulagem
adequada, é uma coisa sem fundamento. Quando o carro ganha não foi apenas o
piloto que pilotou bem, mas, toda a equipe que ganhou a corrida. Quando o carro
tem problemas a responsabilidade é de toda a equipe de suporte também;
ü O segundo ponto importante é que não
precisa esperar o carro ter problemas pra daí consertar. A manutenção deve ser constante. Todos os dias. Ajustes diários,
orientação continuada, treinamento constante e mantendo suporte atualizado e
bem direcionado dão mais segurança ao piloto. Novos mecanismos para fazer o
carro andar mais precisam ser providenciados mesmo que o piloto não os conheça.
Consultores, softwares, cursos, livros, filmes, programas e novas metodologias
são um excelente combustível superaditivado que leva o carro mais rápido rumo a
uma vitoriosa bandeirada final;
O terceiro ponto importante é a qualidade do suporte. Qualidade
significa entregar um produto inteiro. Sem falhas e em boas condições de uso.
Qualidade aqui significa um produto em condições de ser bem operado pelo piloto.
Que o seu funcionamento foi bem compreendido e assimilado com um suporte rápido
em caso de necessidade. Quando entregamos um produto com qualidade o piloto tem
a garantia de que está recebendo um bom produto feito por boas mãos. Tem assim o
piloto boa confiança na sua equipe e isso lhe dá boas condições a que ganhe
mais corridas. A equipe por sua vez monitora a qualidade e acompanha os
resultados. A qualidade é justificada pelo resultado. Os números gritam quando
se tem qualidade. Os número respondem também quando não se tem uma boa
qualidade;
O quarto caminho é de dar ao piloto boas condições mentais a que se
fortaleça na sua função. Esta boa condição mental passa pela maneira com que
ele recebe o suporte. Ou seja, a maneira que nos valemos pra entregar as
ferramentas a ele. Já imaginou se o piloto não confia no trabalho dos
mecânicos? Sujeito ficar com medo de pilotar o carro. É sujeito a equipe ter um
tanto de trabalho pra instalar um novo recurso no carro pra que ele corra mais
rápido e o piloto por desinformação ou medo de que não funcione (não entendeu
pra que serva aquilo), não faça uso da ferramenta. O suporte não fica sabendo
que o piloto não usou a ferramenta. O carro não faz uma boa corrida e o
resultado ficou a desejar por uma série de situações delicadas. A confiança
entre os membros da equipe se dá quando existe um modelo de administração que
contemple os processos e as relações de forma madura e profissional;
A quinta situação se apresenta quando
existem situações de desmotivação
gerando “achismos” desnecessários. Quando os mecânicos se colocam no direito
de, além de dar as ferramentas e o suporte técnico, querer dar sua opinião
pessoal na profissão do piloto, do tipo: - “Eu sou mecânico e não acho justo
que o piloto ganhe mais que eu”; - “Se
eu fosse piloto ganharia todas as corridas”; “Este piloto não corre nada!”;
“Esta empresa não sabe escalar bons pilotos”. Cada um tem que buscar fazer bem
feito o seu trabalho dentro do seu setor.
Para isso tem os líderes que comandam a empresa. As insatisfações
pessoais não podem interferir na qualidade da corrida. Cada um precisa ter
consigo a consciência de que precisa resolver-se dentro daquilo que quer ou que
deseja com seu chefe imediato e não permitindo que outras coisas ocupem lugar
dentro de si;
Uma Sexta condição ocorre quando existem ruídos nas comunicações. Quando os
mecânicos estão falando uma língua diferente da usada pelo piloto. O suporte
diz uma coisa e o piloto faz outra. Quando o piloto diz uma coisa, o suporte
entende outra. Quando a equipe dá uma regra e o piloto faz outra. Existem
ruídos que podem ser técnicos ou pessoais. Ruídos
técnicos são erros nos processos. Algo não ficou bem entendido. Houve erros
no planejamento e o piloto não está em condições técnicas de usar determinada ferramenta.
Pra resolver este processo precisa de comunicação, orientação, treinamento e acompanhamento
do processo junto ao piloto. Retirando todas as dúvidas que possam ocorrer até
que a ferramenta gere o efeito necessário. Ruídos
pessoais são graves falhas de liderança. É quando o mecânico não vai com a
cara do piloto. Quando o piloto não confia no técnico. Quando o piloto resolve
fazer um trabalho diferente daquele orientado, porque acha que sabe mais que o
técnico. Quando o técnico mantém um piloto por medo que ele bata o seu carro.
Quando pessoas falam coisas de outras sem que estas tenham o direito de defesa.
Gerando desconforto nos relacionamentos. São desvios de conduta profissional
que devem ter uma correção urgente. Cada um aprendendo a se posicionar
devidamente no grid dentro da sua área de atuação com respeito ao
posicionamento do outro carro. Cada mecânico buscando resolver seus problemas
pessoais sem afetar ou buscar a culpa no piloto e o mesmo se aplica aos
pilotos. Cada um quando potencializa o uso do seu carro dá a ele melhores
condições dentro da corrida. E os lideres tendo seu lugar preservado pela
seriedade e pelo cuidado com as palavras.
São
boas condições que pautam um trabalho feito dentro uma administração dinâmica
que, se bem utilizada, dá bons frutos e traz grandes vitórias.
Luiz
César Hoeckele
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