Práticas de
Gestão Estratégica alavancam o sucesso de muitas organizações ao redor do
mundo. O modelo mundial de gestão administrativa está amparado praticamente
dentro dos mesmos princípios: um negócio, um grupo de pessoas o gerindo –
diretorias, gerências, supervisões e pessoal operacional –, um ou mais
softwares de gestão, equipe de marketing, vendas, administrativa e a
administração geral dos recursos humanos. É preciso muito trabalho para operar
dentro de margens de lucro e crescimento no mercado altamente competitivo em que
atuamos. Em muitas empresas existe uma dose extra de pressão e parece que é ela
(a pressão) a responsável pelo aumento do faturamento de muitas empresas. Será?
PESSOAS
SÃO IMPORTANTES PARA AS EMPRESAS?
Toda essa
movimentação empresarial só é possível porque existem pessoas para fazer com
que tudo funcione. Os líderes carecem estar cientes disso. Lembrar que as
pessoas são mais importantes do que as máquinas e equipamentos da empresa.
Máquinas e equipamentos é que precisam trabalhar pelas e para as pessoas.
Existe em toda empresa uma “empresa
invisível”, o que quero dizer com isso é que acontecem coisas dentro de uma
empresa que, muitas vezes, passam despercebidos aos seus administradores –
situações “invisíveis” que não são vistas, percebidas ou verificadas e que
fazem uma grande diferença no dia a dia de uma empresa. Há um lugar onde coisas
“invisíveis” acontecem, vamos chamá-lo de bastidor da empresa. Que coisas são essas? E que bastidor é esse?
A empresa invisível é formada pelos pensamentos e sentimentos das pessoas que
nela trabalham, assim como pelos pensamentos e sentimentos dos familiares
dessas pessoas. Um tema que deveria ser tratado com maior zelo e que a
administração moderna pouco estuda, ainda - O potencial do pensamento e do
sentimento das pessoas como fator gerador de sucesso nas organizações.
AÇÕES
INVISÍVEIS QUE GERAM FATOS VISÍVEIS
ü Um
funcionário está desmotivado por alguma situação causada pelo líder imediato.
Até aí tudo dentro da normalidade. Só que, o que ele pensa, sente e externa é
sujeito atrapalhar a empresa. Sentindo-se desprestigiado, desvalorizado,
isolado, fica insatisfeito, cria um círculo (campo) de energias de insatisfação
que sujeita diminuir a sua produtividade. Nos bastidores, ele encontra pessoas
que nutrem os mesmos sentimentos, e então começam a confabular nos cafés e
cozinhas, gerando inconformismos, baixa produtividade e insatisfações. Uma
empresa invisível sendo montada dentro da própria empresa, só que lutando
contra ela mesma. É como se um jogador de um time de futebol estivesse
insatisfeito com o treinador e começasse a fazer gols contra.
ü Outra
situação está relacionada com promoção de funcionários. O promovido ganha
vários adversários que, insatisfeitos, se alimentam de inveja. Essa
insatisfação gera ares de fofocas e papinhos sinistros nos cantos da empresa,
transformando a promoção num fardo pesado, tanto para o promovido quanto para a
empresa.
ü Um líder sem
o devido preparo assume o comando da equipe. Toma decisões arbitrárias,
incoerentes e desajustadas. Todos vêem, mas ninguém tem coragem de falar nada
por medo de perder o emprego. A empresa invisível, neste caso, funciona na
torcida para que tudo dê errado e o sujeito se saia mal. Sujeito a pessoa sair
do cargo e depois o pessoal do setor ainda fazer um churrasco pra comemorar a
desventura do sujeito e da empresa. Com uma torcida dessas, quem precisa de
inimigos?
ü Um serviço
prestado pela empresa está trazendo desconforto aos usuários. Uma imensidão de
pessoas insatisfeitas gerando comentários, pensamentos e palavras que são
invisíveis para a empresa. Resultado: perda de clientes, ambiente carregado,
pessoas preocupadas, tensão interna pelo serviço ineficaz. Só que a empresa
acredita que o problema é a bolsa, o mercado, a inflação, o dólar, o processo,
o sistema operacional. Será?
Estes
exemplos citados têm diversos desdobramentos e consequências invisíveis que,
fatalmente interferem no visível. No entanto, a maioria dos administradores
acredita que tenha sido por outros fatores, como sorte, concorrência, produto,
campanha de marketing, crise financeira, alta do dólar, etc. (Penso que tem
influência também). Com concorrentes tão ferrenhos como esses e dentro da
própria empresa, quem precisa de concorrentes externos!?
A
ADMINISTRAÇÃO DOS SENTIMENTOS
Administrar sentimentos e pensamentos
deve ser também um foco importante na gestão das empresas. Para isso, é preciso
respeito humano acima do respeito profissional. Carece de atitudes mais
coerentes que visem o bem-estar do funcionário e não apenas da empresa. As
vendas cresceram? Que maravilha! Contemple e bonifique todos aqueles que
contribuíram pra esse sucesso. Muitas empresas crescem, enriquecem e triplicam
seus faturamentos enquanto seus funcionários ficam cada vez mais pobres. O que
é isso? As pessoas precisam crescer em escala proporcional.
Em vez de gerar funcionários que
formam empresas invisíveis negativas, é dever dos líderes com esta consciência trabalhar
no sentido de mostrar novos caminhos a cada um deles através do seu exemplo. Olhando
pras pessoas que trabalham na empresa, pensando nas pessoas antes de qualquer
tomada de decisão. Experimente! O resultado pode ser maior o que você mesmo
estava prevendo. O ser humano tem todas as chaves que o impulsionam ao alto e,
por isso, a gestão precisa ser feita por pessoas que entendam de gente antes de
entender de softwares. Só há empresas porque existem pessoas. Máquinas sem
pessoas jamais serão empresas. Pensemos...