sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A EMPRESA INVISÍVEL

Práticas de Gestão Estratégica alavancam o sucesso de muitas organizações ao redor do mundo. O modelo mundial de gestão administrativa está amparado praticamente dentro dos mesmos princípios: um negócio, um grupo de pessoas o gerindo – diretorias, gerências, supervisões e pessoal operacional –, um ou mais softwares de gestão, equipe de marketing, vendas, administrativa e a administração geral dos recursos humanos. É preciso muito trabalho para operar dentro de margens de lucro e crescimento no mercado altamente competitivo em que atuamos. Em muitas empresas existe uma dose extra de pressão e parece que é ela (a pressão) a responsável pelo aumento do faturamento de muitas empresas. Será?

PESSOAS SÃO IMPORTANTES PARA AS EMPRESAS?

Toda essa movimentação empresarial só é possível porque existem pessoas para fazer com que tudo funcione. Os líderes carecem estar cientes disso. Lembrar que as pessoas são mais importantes do que as máquinas e equipamentos da empresa. Máquinas e equipamentos é que precisam trabalhar pelas e para as pessoas.
Existe em toda empresa uma “empresa invisível”, o que quero dizer com isso é que acontecem coisas dentro de uma empresa que, muitas vezes, passam despercebidos aos seus administradores – situações “invisíveis” que não são vistas, percebidas ou verificadas e que fazem uma grande diferença no dia a dia de uma empresa. Há um lugar onde coisas “invisíveis” acontecem, vamos chamá-lo de bastidor da empresa.  Que coisas são essas? E que bastidor é esse? A empresa invisível é formada pelos pensamentos e sentimentos das pessoas que nela trabalham, assim como pelos pensamentos e sentimentos dos familiares dessas pessoas. Um tema que deveria ser tratado com maior zelo e que a administração moderna pouco estuda, ainda - O potencial do pensamento e do sentimento das pessoas como fator gerador de sucesso nas organizações.

AÇÕES INVISÍVEIS QUE GERAM FATOS VISÍVEIS
ü Um funcionário está desmotivado por alguma situação causada pelo líder imediato. Até aí tudo dentro da normalidade. Só que, o que ele pensa, sente e externa é sujeito atrapalhar a empresa. Sentindo-se desprestigiado, desvalorizado, isolado, fica insatisfeito, cria um círculo (campo) de energias de insatisfação que sujeita diminuir a sua produtividade. Nos bastidores, ele encontra pessoas que nutrem os mesmos sentimentos, e então começam a confabular nos cafés e cozinhas, gerando inconformismos, baixa produtividade e insatisfações. Uma empresa invisível sendo montada dentro da própria empresa, só que lutando contra ela mesma. É como se um jogador de um time de futebol estivesse insatisfeito com o treinador e começasse a fazer gols contra.

ü Outra situação está relacionada com promoção de funcionários. O promovido ganha vários adversários que, insatisfeitos, se alimentam de inveja. Essa insatisfação gera ares de fofocas e papinhos sinistros nos cantos da empresa, transformando a promoção num fardo pesado, tanto para o promovido quanto para a empresa.
ü Um líder sem o devido preparo assume o comando da equipe. Toma decisões arbitrárias, incoerentes e desajustadas. Todos vêem, mas ninguém tem coragem de falar nada por medo de perder o emprego. A empresa invisível, neste caso, funciona na torcida para que tudo dê errado e o sujeito se saia mal. Sujeito a pessoa sair do cargo e depois o pessoal do setor ainda fazer um churrasco pra comemorar a desventura do sujeito e da empresa. Com uma torcida dessas, quem precisa de inimigos?
ü Um serviço prestado pela empresa está trazendo desconforto aos usuários. Uma imensidão de pessoas insatisfeitas gerando comentários, pensamentos e palavras que são invisíveis para a empresa. Resultado: perda de clientes, ambiente carregado, pessoas preocupadas, tensão interna pelo serviço ineficaz. Só que a empresa acredita que o problema é a bolsa, o mercado, a inflação, o dólar, o processo, o sistema operacional. Será?
Estes exemplos citados têm diversos desdobramentos e consequências invisíveis que, fatalmente interferem no visível. No entanto, a maioria dos administradores acredita que tenha sido por outros fatores, como sorte, concorrência, produto, campanha de marketing, crise financeira, alta do dólar, etc. (Penso que tem influência também). Com concorrentes tão ferrenhos como esses e dentro da própria empresa, quem precisa de concorrentes externos!?


A ADMINISTRAÇÃO DOS SENTIMENTOS
Administrar sentimentos e pensamentos deve ser também um foco importante na gestão das empresas. Para isso, é preciso respeito humano acima do respeito profissional. Carece de atitudes mais coerentes que visem o bem-estar do funcionário e não apenas da empresa. As vendas cresceram? Que maravilha! Contemple e bonifique todos aqueles que contribuíram pra esse sucesso. Muitas empresas crescem, enriquecem e triplicam seus faturamentos enquanto seus funcionários ficam cada vez mais pobres. O que é isso? As pessoas precisam crescer em escala proporcional. 
Em vez de gerar funcionários que formam empresas invisíveis negativas, é dever dos líderes com esta consciência trabalhar no sentido de mostrar novos caminhos a cada um deles através do seu exemplo. Olhando pras pessoas que trabalham na empresa, pensando nas pessoas antes de qualquer tomada de decisão. Experimente! O resultado pode ser maior o que você mesmo estava prevendo. O ser humano tem todas as chaves que o impulsionam ao alto e, por isso, a gestão precisa ser feita por pessoas que entendam de gente antes de entender de softwares. Só há empresas porque existem pessoas. Máquinas sem pessoas jamais serão empresas. Pensemos...

Luiz César Hoeckele
Contato: 61) 99301-7027

4 comentários:

  1. Caro Luiz,

    gostei do seu pensamento quanto ao relacionamento empresa e as pessoas que fazem essa empresa, pois as empresas são criadas pras pessoas. Tive experiências dos dois lados, tanto no lugar de proprietária/gerente de empresa, quanto de funcionária, e pude perceber como este relacionamento é fundamental à prosperidade do negócio e da permanência das pessoas nele.
    Faço votos que você tenha sempre boas ideias e seja próspero junto à sua famíla!
    Abraço,
    Marina Mesquita

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim Mariana e esta percepção é fina pois, de acordo com a nossa ciência quântica, somos energia e energia vibra e ressoa no ar e no espaço...assim, uma pessoa que ressoa negatividade quando se ajunta a outras na mesma sintonia, sujeito não sair coisa boa. Por outro lado, uma pessoa que ressoa positividade quando se une a outras na mesma sintonia, bem provável que a empresa estar bem mais preparada e energizada para bons voos no mercado.

      Excluir
  2. Legal Luizão. Li hoje sobre a empresa invisível e veio de encontro com um comentário que ouvi hoje também na CBN sobre relacionamento chefe/funcionário.

    Abraços...

    Max Gehringer - Evite indicar algo negativo sobre empresas em que trabalhou:


    Pergunta do entrevistador ao candidato (que ganhou e vaga pela resposta):

    O que você não gosta em um emprego?

    "Muita coisa, mas quando eu não gosto, eu sempre assumo que o problema sou eu e tento me adequar à situação".

    Isso é o que qualquer empresa espera de qualquer contratado para uma função. Que a pessoa entende que não irá viver em um ambiente que poderá controlar a seu gosto e que, principalmente, que a pessoa não se apresente como vítima.


    Evite indicar algo negativo sobre empresas em que trabalhou

    Leia mais: http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/max-gehringer/MAX-GEHRINGER.htm#ixzz2po0gVRik

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fabricio, observei que a responsabilidade da liderança é bem crescida. Ou seja, se não for feito um bomtrabalho de comunicação na empresa, se as pessoas não tem as informações que necessitam pra uma tomada de decisão, ou se elas não são comunicadas ou consultadas das decisões, pelo menos do seu setor, podem começar a especular uns com os outros (no mesmo nível)....deste ponto pode se formar uma empresa invisível. Um ruido paralelo da empresa dentro da própria empresa e sem o controle dos seus líderes.

      O tamanho da empresa invisível, Fabricio, é proporcional ao descuido da liderança.

      Grato pela valiosa contribuição do link do Max Gehringuer

      Excluir